viva como se ñ existisse amanha

segunda-feira, 12 de abril de 2010

choro de mulher


devagar. chorar devagar com um mar entalado dentro dos olhos. chorar e pedir que as lágrimas corram em direcção a um sorriso de porta fechada. chorar.
devagar. gritar com a voz presa nas paredes, no chão, sinto nas vísceras a pulsar uma dor que não conheço e há o teu nome a ruir nas palavras que escrevo. caio devagar, chorar.
devagar.chorar devagar com a pele das mãos a escamar, desconhecer o paradeiro do amor, sequestrado pelos anos que trago presos num passado que é terreiro solarengo. ficar. aqui ficar, para sempre.
entre o pó do teu rosto e as cinzas do chão, adormecer encostada ao ontem que de hoje se fez amanhã e chorar. chorar
.


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